• Lucas

Cantinas em tempos de pandemia

Atualizado: Out 28

O Covid-19 criou novos desafios para o Brasil e para o mundo, principalmente no que toca a vigilância sanitária, higienização e logística dos serviços e da vida de todos nós.


É hora de se preparar para "o novo normal", pois 41% dos responsáveis gostariam que seus filhos voltassem a ter apenas aulas presenciais até o fim do ano, segundo essa pesquisa do Opinion Box.



Aqui na Nutrebem acreditamos em superar os desafios criados por essa pandemia e apoiar nossos parceiros no processo. Por esse motivo, decidimos escrever esse artigo com passos fundamentais que irão ajudar você e a sua cantina no regresso às aulas.

Como foi dito por Ayrton Senna:“Na adversidade uns desistem, enquanto outros batem recordes”.

Tenho uma cantina: o que preciso saber?

A ANVISA, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades estrangeiras relacionadas ao controle sanitário de alimentos, como nos Estados Unidos e na Europa, indicam não haver evidências de contaminação pelo novo coronavírus por meio dos alimentos.


No entanto podem existir outros veículos de transmissão do COVID-19 durante os períodos do recreio e almoços na cantina escolar:

  1. Confecção dos alimentos;

  2. Venda dos alimentos;

  3. Entrega dos alimentos.

É essencial garantir um seguimento fiel às Boas Práticas de Fabricação e de Manipulação de Alimentos disponibilizado pela ANVISA, assim como as Recomendações e Cuidados para Reabertura Segura de Bares e Restaurantes Diante da Crise disponibilizado pela ABRASEL.


Funcionários:


O bem estar dos colaboradores é de extrema importância e a cantina deve implementar procedimentos específicos para a avaliação do seu estado de saúde e caso algum dos colaboradores apresente sintomas compatíveis com os da contaminação do COVID-19 deve ser afastado de suas atividades e seguir as recomendações das autoridades de saúde.


Deve também existir um espaçamento físico entre os colaboradores e, caso seja necessário, a cantina deve criar uma maior divisão dos turnos de trabalho para garantir uma separação mínima de 1 metro entre colaboradores.


A higienização regular das mãos segue sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir o risco de transmissão e de contaminação pelo COVID-19. Os colaboradores devem lavar as mãos com frequência ao longo do dia, para isso é importante que a cantina esteja equipada com locais específicos para lavagem de mãos (água, sabonete líquido e álcool gel). A secagem das mãos deve ser feita por meio de papel não sendo permitido o uso de toalhas de tecido e a lixeira não deve ser de acionamento manual.

A higiene pessoal também é chave para evitar a transmissão do COVID-19: banhos antes do início da jornada e uniformes limpos para cada turno devem ser disponibilizados - todos os elementos de proteção devem ser trocados diariamente ou limpos/lavados caso não sejam descartáveis.

O uso de máscaras pelos colaboradores fica a critério da cantina/escola mas caso decida promover o seu uso, lembre-se que deve ser realizada a troca da máscara no mínimo a cada 4 horas de trabalho ou sempre que necessário.

Ambiente, Equipamentos e Utensílios:



Deve ser feito de forma rigorosa, frequente e sistematizada a higienização dos ambientes utilizados por colaboradores, funcionários da escola e alunos, assim como equipamentos e utensílios.

É importante repensar na adequação das suas instalações para essa nova realidade, sendo necessário manter uma separação mínima de 1 metro entre cadeiras ocupadas ou 2 metros entre mesas.

Nas filas é importante promover o distanciamento de 1,5 metro entre alunos, colaboradores ou funcionários da escola, podendo utilizar marcações no chão caso seja mais fácil.

Na entrada da cantina disponibilize álcool em gel 70% para desinfecção das mãos, todas as lixeiras devem ter tampa e não devem ser de acionamento manual.

Se possível dê preferência à ventilação natural

do espaço da cantina.


Controle a entrada e saída dos utilizadores da cantina para evitar aglomerações. Uma boa maneira de se fazer isso é reduzir o tempo de recreio para se reduzir o número de alunos de cada intervalo. Se antes o intervalo era de 20 minutos para 9 turmas, agora pode ser de 7 minutos para apenas 3 turmas.


Organização de Ambiente e Pagamento



Cada cantina está adequando-se de acordo com a sua realidade e as recomendações das instituições competentes que acompanham a evolução da pandemia e atualizam constantemente suas orientações de acordo com cada circunstância.


Algumas iniciativas estão sendo implementadas em vários setores do comércio e estão se tornando padrões sanitários para o relaxamento gradual da quarentena.


O momento de pagamento aumentará o contato entre os seus colaboradores e os utilizadores da cantina, por isso devem ser tomados alguns cuidados extra como:

  1. Organizar a fila de pagamento para garantir o distanciamento entre as pessoas de acordo com indicações da OMS;

  2. Criar um fluxo de retirada de pedido e retirada do lanche para as crianças

  3. Evitar, ao máximo, pagamentos em dinheiro que oferecem maior risco de contaminação;

  4. Instalar, se possível, uma barreira de acrílico no caixa e colocar um recipiente de álcool em gel 70% perto do caixa/balcão para os alunos e funcionários da escola.




Manuseamento de dinheiro vivo = maior risco de transmissão do COVID-19?



Apesar da Organização Mundial da Saúde sugerir que não existe evidência direta entre a utilização de dinheiro vivo (notas e moedas) e transmissão do COVID-19, um artigo publicado pelo Governo do Estado de São Paulo defende que:

“as cédulas de papel têm inúmeras bactérias. Elas podem causar diarreia e infecções na pele. As moedas, por outro lado, conseguem carregar doenças virais que geram também diarreia, chegando até gripes e resfriados”. Pela incerteza das autoridades de saúde, é melhor evitar.

O incentivo à compra de lanches e almoços na cantina através do sistema da Nutrebem pode ser uma forma eficiente de evitar o manuseio do dinheiro por parte dos alunos, funcionários da escola e os seus colaboradores.

Olhamos o que grandes empresas de alimentação estão fazendo de forma a permitir o uso de terminais e quiosques nos seus estabelecimentos. O McDonald’s, como exemplo de cuidado com os clientes, lançou uma série de recomendações internas para o uso dos seus quiosques tal como disponibilizar álcool em gel 70% para que os clientes possam higienizar as suas mãos antes de utilizar o terminal, garantir

o distanciamento entre clientes na fila e

aceitar apenas pagamentos por cartão.



Tenho uma cantina: como me reinventar?


Seguindo os passos de outros países, muitas escolas brasileiras estão considerando a possibilidade dos alunos consumirem suas refeições dentro da sala de aula, o que representa um desafio e uma necessidade de reinventar a forma como a cantina opera o seu serviço. Baseado na Cartilha Delivery elaborado pela Galunion, Consultoria renomada de Foodservice, seguem algumas ideias que podem ajudar na

adaptação a este novo “normal” da cantina escolar.


O que diferencia você e o seu serviço?


Com as refeições sendo feitas na sala de aula o aluno terá 2 opções: levar lanche/almoço de casa ou comprar/contratar um serviço da cantina.

Como você pode garantir que os alunos e os pais seguirão comprando na sua cantina ao invés de levar de casa?

Tenha em mente toda a jornada do seu consumidor e o que pode ser apelativo para o aluno/pai nessa mudança de realidade e transmita os cuidados que está tomando na sua cantina para deixar os alunos seguros.


Como o lanche pode ser comprado na cantina em segurança?

Que alimentos os alunos gostam e os pais aprovam?

Como você pode entregar o lanche na sala de aula de forma divertida e diferenciada?


Pontos como esses ajudarão você a manter a fidelidade dos alunos e dos pais. É melhor passar a imagem pelo excesso de cuidados!



Como está a oferta do seu cardápio?


Organize a sua oferta e não tenha muitos itens no cardápio, já que é possível aproveitar esse momento para evitar desperdício alimentar. Tenha um cardápio enxuto e facilite a escolha dos produtos usando categorias da Nutrebem.

Identifique o que vende bem e o que é bem aceito pelos responsáveis dos aluno para que o lanche na cantina seja preferido ao lanche de casa.

Olhe as receitas dos produtos que irá incluir no cardápio, assim como o seu processo de preparação/confecção e identifique se precisarão ser adaptados para serem servidos nas salas de aula garantindo a sua qualidade e frescor. Por exemplo, pré-aquecer sanduíches, comprar novos recipientes para transporte de sucos caseiros ou alimentos com molho, preparar ingredientes, etc.



O exemplo de outros países


Existe melhor forma de nos prepararmos do que olhar o exemplo de quem já está vivendo aquilo que nos espera? Vários países Europeus, assim como os Estados Unidos já estão gradualmente abrindo as suas escolas e a lidar com os desafios da produção e distribuição de alimentos.


Portugal:

Portugal foi um dos países Europeus menos afetados pelo COVID-19 mas nem por isso está relaxando nas recomendações feitas para as escolas que estão reabrindo. A Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares recomenda privilegiar pagamentos e outros procedimentos administrativos por meio digital, evitando o manuseamento de dinheiro.

Caso seja possível utilizar refeitórios por serem espaços grandes onde o distanciamento dos alunos pode ser mantido, os períodos de almoço e lanche devem ser desfasados entre turmas evitando a concentração dos alunos.

Qualquer utilizador do refeitório deve lavar ou desinfectar as mãos antes e depois da refeição e no caso do uso de tabuleiros para as salas de aula, a entrega do mesmo deve ser feita pelo colaborador da cantina diretamente ao aluno. Os talheres e guardanapos devem ser fornecidos dentro de uma embalagem e alguns alimentos como frutas, sobremesas e saladas devem estar devidamente protegidos.

Toda a louça deve ser lavada em máquina, incluindo os tabuleiros, as mesas devem ser higienizadas após cada utilização, devem ser retirados artigos decorativos das mesas e assegurar uma boa ventilação e renovação do ar dos espaços utilizados.


Estados Unidos: A CDC (Centers for Disease Control and Prevention) lançou recentemente orientações para a reabertura das escolas K-12, onde foi feita a recomendação do uso de máscaras de pano a todos os alunos, funcionários da escola e colaboradores da cantina. As escolas também estão sendo orientadas a evitar o uso de áreas e espaços de convívio comum, o que inclui refeitórios e recreios.

No que toca a lanches e refeições dentro da escola, as crianças estão sendo recomendadas a levar o as refeições de casa ou a cantina a providenciar lanches/almoços servidos de forma segura e higienizada, a serem distribuídos diretamente a cada aluno na sala de aulas.


OMS - Organização Mundial da Saúde:

A OMS também publicou algumas orientações gerais sobre refeições escolares que incluem: a lavagem frequente das mãos por parte de todos os colaboradores da cantina, higienização de todos os equipamentos de preparação de alimentos, talheres, pratos e tabuleiros, assim como a elaboração de um plano de distribuição de alimentos que diminua o contato entre pessoas. O desfasamento do horário de lanche/almoço das diversas turmas deve ser implementado para evitar grandes ajuntamentos de alunos e funcionários da escola.


Estamos juntos, agora e sempre - conte com o nosso time para te apoiar na reabertura da sua operação de alimentação escolar!


Abraços e fiquem bem,

Nutrebem


MATERIAIS PARA DOWNLOAD:

Boas práticas na cantina - Especial COVID-19 - Guia Nutrebem

Volta às aulas - Especial COVID-19 - Guia Nutrebem

Guia da ANVISA

Guia da ABRASEL

Cartilha do Delivery


REFERÊNCIAS: IASC - Interim Guidance for COVID-19 prevention and control in schools (UNICEF, WHO, IFRC)

CDC - Considerations for Schools - COVID-19

WHO - Cash and the transmission of coronavirus

Governo de SP - Cédulas de dinheiro podem ser transmissoras de doenças

DGEstE - Regresso às aulas em regime presencial

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