Por que o dinheiro em espécie é inimigo da cantina escolar?

Muito além das questões sanitárias... Por que a circulação de dinheiro vivo na cantina escolar é um grande problema?

Nesse Papo de Cantina, conversamos sobre a importância de eliminar o dinheiro de circulação da cantina escolar. Se você ainda acha que essa é uma demanda que surgiu exclusivamente pelo contexto da pandemia, esse artigo é para você.

A responsabilidade de alimentar crianças em um ambiente fechado


Todo mundo que já operou uma cantina escolar conhece essa história: em algum momento uma criança vai esquecer o dinheiro em casa ou em sala de aula... Em 100% dos casos, o operador de alimentação vai garantir o consumo dessa criança, independentemente do pagamento.


Esse é o começo de uma bola de neve, conhecida pelas cantinas como "caderninho".


Não podemos deixar de cuidar dos nossos pequenos por conta de uma eventualidade, entretanto a exceção acaba virando regra na maioria dos casos e uma inadimplência alta pode inviabilizar a operação da cantina escolar.


Esse é o primeiro problema operacional que o uso de dinheiro em espécie traz para uma cantina.


A partir daí, encontramos filas longas devido aos trocos, problemas de fechamento de caixa por conta de furtos - o que faz muitas cantinas optarem por trabalhar com familiares, limitando o crescimento da rede. Além de tudo, vale ressaltar que o dinheiro é um grande transmissor de doenças.


Por fim, o maior de todos os problemas: a percepção dos responsáveis sobre a qualidade da sua cantina.


Quantas crianças você deixa de atender por aceitar dinheiro vivo?


Já ouvimos diversas vezes que a adesão na cantina não é boa nos primeiros anos escolares, muitas crianças trazem o lanche de casa. Mas por que isso acontece?


Geralmente, os responsáveis estão inseguros com as primeiras escolhas da criança, com a qualidade do que é servido na cantina e em como uma criança de 7 anos vai utilizar R$10 reais em espécie e realizar um pagamento em um ambiente de alimentação social, com diversos amigos por perto.


Os problemas acima estão conectados: os responsáveis não confiam na maturidade dos filhos pequenos para lidar com dinheiro vivo, logo eles não vão conhecer a cantina nem o bom cardápio que é oferecido.


O mesmo erro do varejo


Algumas cantinas são resistentes em adotar um meio de pagamento digital, como a Nutrebem.


No varejo, alguns comércios não aceitam cartões de crédito ou ticket refeição por conta por conta da taxa de serviço.


Mas porque pensar nos custos de forma isolada?


É importante entender o comportamento do consumidor e como seu emocional vai influenciar em sua decisão. Se um potencial cliente tem um saldo disponível em um ticket refeição, que só pode ser utilizado para uma finalidade, ele vai optar por estabelecimentos que aceitem essa modalidade de pagamento.


Se aceitar uma determinada forma de pagamento significa um aumento relevante do número de novos clientes e um aumento da recorrência dos clientes atuais... Essa pode ser uma decisão correta.


Na cantina escolar, o cenário é parecido. Um aluno com R$10 reais em dinheiro vivo terá um comportamento de consumo diferente de um aluno com R$10 reais de saldo na conta digital da cantina, utilizada apenas para essa finalidade.


Repito a pergunta... Quantos clientes uma cantina escolar perde por aceitar apenas dinheiro vivo como forma de pagamento e como seria sua recorrência de consumo caso o saldo fosse utilizado apenas na cantina escolar? Para saber mais, veja o Papo de Cantina completo clicando aqui.

Desejamos um excelente e seguro retorno a todos.


Até a próxima!

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